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Os programas de educação da Metanoia têm como principal objetivo preparar empresas e líderes para transformar seus negócios.

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Histórias de empresas da NOVA ECONOMIA

depoimento da empresa Benassi

Bruno Benassi

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Nova Economia
Desiderato 12 – Eu desejo retribuir

O espírito é solidário, ao contrário do instinto egoísta que leva seres humanos a buscar a sobrevivência, acima de tudo e de todos. Desconsidera, portanto, a colaboração como garantia da existência, razão pela qual a espécie ainda não desapareceu.

Retribuir é um verbo representativo do espírito de solidariedade e de colaboração que perpetua a espécie. É um movimento natural. Sim, porque ao receber um presente de alguém, nosso impulso imediato é oferecer algo, de volta.

Assim se preserva o fluxo de energia, uma corrente generosa de contínuo dar e receber. Tudo começa com a prática de outro verbo: contribuir.

A economia é o meio e o mercado é o espaço para o qual fluem ideias, insumos, expectativas, materiais, pensamentos, mercadorias, decisões, informações, sentimentos, equipamentos, desejos, produtos, dinheiro, serviços, trabalho, necessidades, emprego etc. É, portanto, uma grande rede da qual fazemos parte.

Através da economia, do mercado, dos negócios e do trabalho podemos nos realizar, desenvolvendo nosso espírito de colaboração e solidariedade. A interação positiva com os outros nos mostra que não estamos cercados de adversários.

Não há, portanto, necessidade de ataque ou defesa, mas sim interdependência. Os demais dependem de nós, como deles também dependemos. A vivência de tal harmonia libera uma gama de valores capazes de qualificar o ato de retribuir: graciosidade, alegria, generosidade, desprendimento. Tudo a partir da confiança, como base saudável. D

Negócios
Desembace as lentes

Olhamos sem ver. E, rapidamente, fazemos as nossas classificações com base no que – estamos cansados de saber – não funciona mais. Caminhamos as mesmas e desgastadas trilhas, cheias de curvas e buracos, e por onde seguem todos, igualmente alheios à paisagem. Vamos com o foco ajustado no rotineiro, sem olhar para os lados ou para cima. Nem mesmo atentamos, de verdade, para o chão que passa como um filme visto dezenas de vezes. O horizonte, ao longe, sequer entra no reduzido esquadro a que nos condenamos, sejam quais forem as maravilhas que pode proporcionar. Os ditados populares tantas vezes no brindam com uma síntese de sabedoria, mas também passam batido: “o pior cego é o que não quer ver”.

O fato é que, tal como os cenários, o mercado é mais maleável e flexível do que pensamos. O fator limitante na busca de novas oportunidades está, com muita frequência, em nossos modelos mentais. Eles erguem as cercas que nos mantêm prisioneiros. Não obstante, o mundo real e cheio de ricas nuanças existe! Está bem diante do nosso nariz, mas a gente não enxerga senão o que já cansou de ver e experimentar. E, mesmo assim, tropeça. Nos mesmos buracos e armadilhas. E ali permanece o que amealhamos, como um buraco negro que muda de lugar e sempre está à nossa frente, sem que façamos um só movimento para evitar que nos sugue. Ao contrário, já lamentamos de antemão a pouca sorte2…

Então, desembace as lentes! Para ajudar você a enxergar. O meu livro Os Sete Mercados Capitais – A jornada para levar a sua empresa a atingir o estado de graça da Nova Economia, pode ajudar você nisso.

Nova Economia
Desiderato 15 – Eu desejo viver o trabalho como um ato de amor

Se você deseja algo em troca, quando pensa estar amando, reavalie. Não é amor, mas necessidade de preencher alguma carência.  Amor implica disponibilidade, gratuidade e entrega. 

O mesmo princípio vale para o trabalho como um ato de amor.  Deve ser vivido da mesma forma, com devoção, não obrigação e sem almejar algo em troca. Ele é a própria recompensa. 

Há quem pense que é preciso fazer só o que gosta para vivenciar o trabalho como um ato de amor. É um ledo engano, pois limitar-se aos mais agradáveis seria negar a importância dos árduos e heroicos, como os dedicados a tratar doenças, sob risco de contaminação, ou a enfrentar os malefícios das guerras. 

Para viver o trabalho como um ato de amor é preciso gostar do que tem de ser feito. Assim, realizado com amor, todo tipo de trabalho é digno e gratificante. 

A ativista Helen Keller dizia que tudo o que amamos profundamente converte-se em parte de nós. Ela já sabia que o amor não é um sentimento, mas algo em que nos transformamos, na medida em que compõe a nossa vida.

Para Gibran Kahlil Gibran, poeta e filósofo libanês, “o trabalho é o amor tornado visível”. Pois se, de um lado, o amor é algo em que nos transformamos, de outro, o trabalho é a expressão desse mesmo amor.

Quando somos amor, esse amor se transfere para tudo o que fazemos. Segue incorporado ao produto ou serviço, como um invólucro de boa energia. O amor atrai e cativa. Quem o desfruta, quer replicar a experiência e oferecer a recompensa justa, com gratidão. 

O amor é e sempre será a melhor estratégia.

Propósito
As bem-aventuranças no trabalho

Bem-aventurado o trabalho em que todos podem expressar o que pensam e sentem

Uma empresa mais humana depende da boa palavra e da qualidade das relações entre as pessoas. O trabalho se torna uma benção quando orientado por valores virtuosos, como a compreensão, o respeito, a tolerância e o perdão. Quando os limites de cada um são respeitados de maneira natural, todos vivem a sua própria humanidade. E podem apreciar a dos demais, que se apresentam em toda a sua magnitude.

Bem-aventurado o trabalho que pulsa e faz vibrar.

Empresas adoecidas não vibram. A vibração está relacionada à saúde e acontece quando existe harmonia entre todos os agentes que contribuem para a existência de uma empresa: os clientes, os fornecedores, os investidores e acionistas, os colaboradores, os líderes. Uma empresa vibra quando todos os envolvidos vibram juntos.

Bem-aventurado o trabalho com propósito e significado.

Fazer algo é diferente de ter algo para fazer. Uma empresa deve ter um propósito que, por sua vez, sirva a todos que dela dependem. Uma empresa deve construir e deixar um legado para a humanidade, gerando ao longo de sua existência riquezas de todos os tipos: mentais, emocionais, intelectuais, espirituais, além das materiais.

Bem-aventurado o trabalho que torna os humanos mais humanos.

Estar inteiro é um estado de suprema felicidade. Todos os seres humanos merecem viver essa condição de plenitude. Ela extrapola os limites de cada ser humano e se espalha como uma semente poderosa em seara de alta qualidade. Uma empresa deve contribuir para que as pessoas vivam a sua inteireza e plenitude. Implica unir razão com emoção, inteligência com sentimentos, intuição com criação, coração e mente. Implica atuar como sujeitos e não como objetos.

Bem-aventurado o trabalho que dá liberdade aos criadores.

Uma empresa deve permitir a livre expressão das idéias. Deve estimular o surgimento de novos talentos e fazer aflorar o potencial criativo de cada pessoa. Deve rejeitar a mecanização da mente, que entorpece e acomoda. Uma empresa deve ser o local em que cada ser humano possa contar a sua melhor história. Ao mesmo tempo em que é artífice da história do conjunto ali reunido, uma representativa comunidade de trabalho.

Bem-aventurado o trabalho que acolhe.

Que o sucesso seja fonte de orgulho, jamais de arrogância. Não se deve fazer alarde do sucesso, mas transformá-lo em lições a serem oferecidas a todos que delas necessitam. Acolher outras pessoas e tornar disponível a experiência acumulada é função de toda a empresa que compreende o sucesso como uma dádiva a ser retribuída.

Bem-aventurado o trabalho que expande a consciência de todos que nele se envolvem.

É importante reconhecer seus próprios limites, mas é desafiador e estimulante expandi-los todos os dias. Executar um bom trabalho é fundamental, porém mais vital ainda é voltar para casa todos os dias com a estatura mais alta, expansão que acontece graças a um novo conhecimento, habilidade ou atitude. Uma empresa humana, ética e próspera é aquela que cresce e faz crescer.

Bem-aventurado o trabalho que abre espaço para a presença de Deus.

Carl Jung dizia que “evocado ou não, Deus está presente”. E isso acontece para as empresas que aprenderam a desacelerar. É preciso tempo para o apaziguamento interno e deixar que Deus se pronuncie nas decisões, ações e relações diárias. Quando Deus está presente, a voracidade do ciclo da sobrevivência dá lugar ao sereno e criativo ciclo da prosperidade.

Bem-aventurados todos aqueles que fazem do seu trabalho uma forma de contribuir com o mundo.